Subtítulo: Ele que o abismo viu
Autor: Sin-léqi-unnínni
Ano: 2017
320 páginas
Editora: Autêntica
Tradutor: Jacyntho Lins Brandão
Antes: Escrita rudimentar
Foco: Literatura da Idade do Bronze
Depois: Ilíada
Mesmo com todas as complicações sobre sua autenticidade e qualidade através do tempo - o poema foi escrito em tábuas de argila, degradadas através dos séculos - a história narra a saga de Gilgamesh, rei de Uruk; dois terços deus e um terço homem, o rei está oprimindo seu povo, como dormir com as noivas às vésperas das núpcias, por exemplo, que clama aos deuses por ajuda. Os deuses atendem ao chamado do povo e criam um igual para Gilgamesh, Enkidu, que está coberto de pelos e vive na selva com os animais.
Um possível inimigo de Gilgamesh, podendo destroná-lo, e enfim, aniquilá-lo, uma sucessão de eventos acontecem, tanto para Enkidu, de selvagem para domesticado, quanto para o rei de Uruk, Gilgamesh, em sua ascensão de tirano a herói.
Em uma trama curta - onze tábuas com, apesar dos fragmentos, uma história redonda - apesar da possibilidade de se encontrar novas tábuas a qualquer momento, A epopeia de Gilgamesh se torna uma leitura essencial para se conhecer a história não somente da literatura, como também do mundo, pois é a partir dela, o ponto inicial, que podemos ver sua influência, inspiração e reflexo nos demais textos, posteriores a ele, como, por exemplo, seus trechos em paralelo com histórias bíblicas, ou até mesmo épicos como Ilíada e Odisseia, até então consideradas o começo de tudo no que concerne a literatura.
Protótipo para os demais livros e heróis clássicos que tanto conhecemos, A epopeia de Gilgamesh mostra que, mesmo há tantos séculos, a literatura, seja escrita ou oral, estava presente no cotidiano das civilizações, e que mesmo com tantas intempéries, sobrevive com força através do tempo.
0 Comentários